quarta-feira, 3 de março de 2010

Malásia 2º Impacto: Mangrove Tour!



Sabem aquelas viagens que mais parecem que estão dentro do ecrã num documentário do “National Geographic”?

Em que podem ver animais sem ser em jaulas, mas no seu habitat natural, passear por pantanais, visitar praias apenas acessíveis por barco e intocáveis pelo ser humano, bem como almoçar num restaurante flutuante no meio do rio...

Bem, basicamente este dia em Langakawi foi assim ...Uma surpresa que ficará na memória!

Se forem a esta ilha, a nosso ver, a Tour Mangrove, deve ser uma prioridade!

Chama-se Mangrove, porque o passeio consiste na visita a uma espécie de pantanal, em que a árvore que dominante tem esse nome, e é peculiar pelas suas raízes muito altas que saem da terra criando um cenário algo fantasmagórico....



Além das árvores Mangrove que são impressionantes, durante o passeio de barco que fizémos pelo pantanal, visitámos grutas com morcegos e estalactites.





Tivemos também a oportunidade de ver animais como águias, macacos e castores a brincar uns com os outros! Foram sessões fotográficas intensas, embora nem sempre os animais parassem como dever ser para a câmara fotográfica!




Raízes das árvores dominantes neste cenário. Estes caminhos permitiam seguir pela floresta, no entanto este não nos foi aconselhado e estava vedado por causa de alguns perigos.

A viagem foi toda feita de barco que andava pelos canais de água da ilha, calmos, rodeados apenas de vegetação.

O passeio além de pedagógico também teve a sua parte de relaxe puro...imaginem ancorar numa praia deserta, com água clarinha, palmeiras...o paraíso!

E para ficar perfeito, almoçámos num restaurante flutuante, literalmente no meio do rio, apreciando um marisquinho e fruta fresca.

Imaginem que tudo isto custou-nos apenas 20 euros com tudo incluído, recolha e viagem de volta ao hotel... compensa mesmo vir explorar esta ilha... que apesar de turística, consegue ainda preservar muito o seu habitat natural e consegue ter-se uma sensação de paz e felicidade já não possível noutros locais mais turísticos na Europa.

Poderíamos contar mais pormenores sobre esta viagem, mas as imagens dirão muito mais. Por enquanto deixamos aqui algumas, e assim que possamos (isto ultimamente tem sido mais difícil gerir o tempo e enviar posts) enviamos um vídeo do passeio!


No meio do caminho, por vezes encontrávamos barcos parados, de pessoas que simplesmente um dia decidem vir para aqui passar uns dias, semanas, meses, e até em alguns casos ficam anos a viver aqui.

"Gruta dos Crocodilos", embora não tenha nenhum crocodilo, dão-lhe esse nome. Os barcos passam por este túnel por uns segundos até ao outro lado. É uma passagem muito pequena, só dá para passar quando a maré está baixa.

Encontrámos vários macacos selvagens pelo caminho, das dezenas de fotos que tirámos, poucas se aproveitaram, mas aqui vão :).

As águias foram muito difíceis de apanhar na câmara fotográfica. Aqui estão algumas a atirarem-se à comida no rio, deitada pelo guia.

Aqui estava outra, bem longe, só com o zoom
optico é que lá foi ;).


À hora de almoço com o barco atracado num restaurante flutuante.

Neste restaurante, criam os próprios peixes, mantendo-os nesta espécie de tanques. Foi o único caso que vimos em que os animais são criados em cativeiro aqui.

Mais construcções do género, espalhadas um pouco pelo rio.

A seguir ao almoço, fomos directos à foz do rio, onde se podiam ver várias formações rochosas deste género. Esta era a parte norte/nordeste da ilha, onde tem as melhores praias e também as mais desertas...

Tínhamos que parar numa delas para experimentar :). Ao horizonte podia ver-se a Tailândia.

A praia em si era bastante pequena, quase deserta, água transparente e com uma temperatura bastante alta para o mar. Uns metros mais para dentro e estávamos na selva.

Hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm... :)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Malásia 2º Impacto - Chegada à Ilha Langkawi

Ora cá estávamos nós, em pleno início de Fevereiro, com o Ano Novo chinês à porta, e com uma viagem low-cost para a Malásia marcada. Depois de muito termos ponderado sobre o que ver e o que fazer, decidimos que não queríamos andar de um lado para o outro com a mochila as costas (depois da escalada de Gunung Ledang) estávamos era a precisar de umas férias de papo para o ar (visto que temos trabalhado arduamente =PPPP). Já nos tinham falado sobre as famosas ilhas paradisíacas da Malásia, e depois de reunir testemunhos de várias pessoas decidimos experimentar ir para uma ilha. Desafio:
  • As ilhas mais paradisíacas (situadas na parte leste da Malásia peninsular) nesta altura estavam fechadas devido ao mau tempo.
  • Restavam-nos 2 de maior interesse: Penang e Langkawi.

Penang tem uma capital grande "GeorgeTown" e sinceramente, apesar de ter algumas poucas praias, seria como ir a Kuala Lumpur. Dizem que a cidade é super-animadíssima mas... queríamos era um tempo calminho. Então decidimos ir a Langkawi, que se diz ser a melhor ilha da parte oeste da Malásia. Já tínhamos viagem de avião para Kuala Lumpur, só nos restaria marcar outra para Langkawi (uma verdadeira pechincha, o equivalente ao preços dos autocarros expresso em Portugal - para quê ir de carro e depois barco?).

Sem termos preparado tudo ao pormenor, a viagem à ilha revelou-se deslumbrante. Fomos por 5 dias, sempre com muito para descobrir, tempo para relaxar e com uma temperatura magnífica.

Vamos enviar mais posts sobre esta viagem. Este primeiro é para retratar a chegada à ilha e o primeiro dia, onde basicamente "planeámos" como bons "tugas" o que fazer (em vez de planearmos antes). Sem problema. Assim que chegámos à ilha os taxistas metem logo conversas, mostram o itinerário das "tours" que podes fazer na ilha, deixam o seu contacto. Volta e meia, mais tarde pegas outro táxi (baratíssimo) e o outro mete-te a mesma conversa. Comparámos preços. Fomos a várias agências turísticas também ver preços. E no fim decidimos o que fazer:

  • Dia 1 (dia da chegada), planeámos a nossa visita à ilha e fomos ao "night market", mercado local à noite onde se vende de tudo e se pode experimentar as iguarias típicas. Já escrevemos mais sobre isto neste post.
  • Dia 2 : Mangrove Tour! Um must! Toda a gente nos falava disto. Visitámos e adorámos, o próximo post é sobre esta tour.
  • Dia 3: Snorkeling numa das pequenas ilhas à volta de Langkawi, também iremos fazer outro post.
  • Dia 4: Andámos à nossa vontade indo visitar sítios específicos que ainda nos faltavam. Kuah, a capital, o teleférico (vale bem a pena) e outros.
Estadia
Arranjar estadia na ilha é bastante fácil. Hoje, pela internet facilmente se tem acesso aos sítios onde ficar, desde o mais baratucho, até aos resorts mais baratos e finalizando com os resorts mais luxuosos. Encontrámos de tudo. Desde quartos a 3€ por dia até quase 200€! Optámos por reservar um resort "normal" bem acessível, que revelou ser ainda melhor do que esperávamos. O Aseania Resort. Fica bem em conta, vê-se que já foi um sítio com os seus tempos áureos, mas neste momento a precisar de umas remodelações. Nada que nos chateasse muito:

Cascata improvisada na piscina gigante na parte de trás do hotel.











Outro ponto de vista da piscina, nesta zona podia-se relaxar e tomar umas bebidas...













Além da piscina brutal, tinhamos a famosa praia tropical mesmo ao lado :)













Mas além do relaxe na piscina e praia, o que não faltam são sítios para fazer massagens a menos de 8€, reflexologia, e algumas coisas estranhas pelo caminho. Experimentámos "Fish Spa". Estes peixes pequenos estão num aquário, ao pôr-se lá os pés (primeiro passam-se por água para não virem directos da rua claro) os peixes vêm e alimentam-se de bocados de pele secos (não pensem que não têm). A sensação é estranha ao início, fazem bastantes cócegas, deu para começar a manhã a rir, ehehe...





Night Market
Logo no primeiro dia, e para não perder o ritmo, fomos visitar um mercado nocturno "Night Market". Todas as noites há um, numa parte diferente da ilha, pegámos num táxi que nos deixou por lá a explorar...

podem-se encontrar especialmente iguarias da gastronomia malaia a um preço simbólico, além de roupa, sapatos, sumos naturais e um pouco de tudo...












Vários tipos de comida feita na hora, em alguns casos por dose não se paga mais do que 30 cêntimos de Euro...












Fruta saborosa e a um preço muito barato, como a papaia, a manga, o ananás e outras frutas típicas, mangostim, durian, dragon-fruit...











Sumos naturais a 20 cêntimos de euro. Laranja, Manga, Melancia, Milho, Lichia, etc...












Todo o género de fritos, peixe, frango, camarões, caranguejo, etc, preços podiam variar de 20 cêntimos 3 peças a 60 cêntimos por peça...











Material de "marcas conceituadas" :p













É roupa, é malas a preço da chuva, para quem não se chateia com a "candonga" isto é o paraíso (mesmo assim nesta ilha ainda é mais caro do que em Kuala Lumpur)...










Ficámos fãs!! Não seria a última vez que iríamos pôr os pés num mercado nocturno na ilha. Abastámo-nos de mantimentos e levámos para o hotel, ehehehehe...


Dicas e curiosidades:
  • Movimentar-se de transporte pela ilha só é possível de 2 formas: Ou de táxi ou alugando uma mota ou carro. O preço do táxi está tabulado em cerca de 5€ por hora, ou então cobrado à distância. Bem acessível, mas para quem preferir alugar mota, pode ficar a 6€ por dia! Andar de bicicleta, nem pensar, a ilha é considerávelmente grande! Táxi a partir das 10h30 da noite já começa a escassear!!!
  • A ilha é seguríssima, pode-se inclusive andar de noite por zonas não muito movimentadas, as pessoas são muito simpáticas e falam inglês muito bem, porque na Malásia, algumas das disciplinas são dadas completamente em inglês, nomeadamente Matemática e Ciências.
  • É uma ilha free duty ou seja, não se paga imposto. Daí que mesmo sendo uma ilha turística, a cerveja se possa comprar a 40 cêntimos de Euro na loja, no bar à beira mar a 1 Euro! Muito menos do que em Kuala Lumpur, onde pode chegar à vontade aos 2 Euros para cima! Para trazer coisas para Malásia continental é preciso ter em atenção aos limites, porque senão pode-se pagar taxa à entrada.
  • À noite é importante pôr repelente, porque os mosquitos atacam a sério!
  • Pantai Cenang e Pantai Tengah são as zonas de maior interesse em termos de estadia para quem quer estar perto da praia, alojamento acessível, ao pé de restaurantes e bares, comércio local e animação. Toda esta zona se pode perfeitamente fazer a caminhar.
  • A ilha tem o maior aquário da Malásia. Para nós não nos despertou interesse, já que temos um em Portugal melhor. Este não proporciona mais diversidade, no entanto eles fartam-se de fazer publicidade ;)
  • Kuah é a capital, a 20Km de distância, perfeitamente acessível por táxi a 5€, uma cidade mais movimentada, sem praia. As melhores praias da ilha estão a norte.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Gunung Ledang– Peripécia na fronteira

"...a senhora responsável por me conceder um novo papel, verificou 3 vezes no sistema os dados do meu passaporte e cada vez que não encontrava nada, vinha ter comigo e dizia “no system”...”can’t find”...ora bem, eu não sabia como ajudar e o tempo passava..."


Tivémos a sorte de conhecer uma egípcia num dos primeiros eventos sociais a que fomos mal chegámos a Singapura.
Ela estava a organizar um fim-de-semana de montanhismo a uma montanha na Malásia (Gunung Ledang, 1276 metros) e convidou-nos a participarmos...claro que nem pestanejámos!
Eramos um grupo de 14 pessoas de 6 ou 7 nacionalidades e demorámos cerca de 45min de carro a chegar à fronteira entre SGP e Malásia...imaginem a dimensão desta ilha!

Quando chegamos à fronteira temos que todos sair do Bus e passar nos serviços alfandegários e logo aí começa a aventura, porque era suposto eu (Nêz) ter um papel comigo além do passaporte...
Como não o tinha, fui conduzida até uma salinha para “pessoas com situações irregulares”...
Nestas coisas e apesar de saber de antemão que a falta do papel não era importante, há sempre aquela sensação de medo porque eles fazem questão de ter cada um uma cara mais birrenta que o outro e nem sempre nos entendemos... mesmo que em inglês...!
Passando a explicar...a senhora responsável por me conceder um novo papel, verificou 3 vezes no sistema os dados do meu passaporte e cada vez que não encontrava nada, vinha ter comigo e dizia “no system”...”can’t find”...ora bem, eu não sabia como ajudar e o tempo passava...
Até que vi uns polícias a olharem para o meu passaporte...eh laaa...aí achei estranho!
Lá veio outra senhora com o meu passaporte na mão... sentou-se à minha frente, abriu o passaporte na primeira página (para quem não sabe a 1ra página tem um desenho do nosso querido Luis de Camões), apontou para o desenho e perguntou “qual o significado deste desenho?” com um ar bem sério...
Depois daquele tempo de espera, de ver o meu passaporte passear de mãos em mãos... confesso que tive que respirar fundo para não desatar a rir e responder com a mesma seriedade que me havia sido colocada a questão!
Lá lhe expliquei a história desta figura portuguesa e aproveitando a oportunidade de divulgar a nossa cultura, mostrei-lhe também a imagem dos heterónimos de Fernando Pessoa que estão na contra capa do Passaporte.
Nessa altura já tinha uns 5 indivíduos de volta de mim, a ouvir a minha explicação; tinham de ver a cara deles de estupefacção e admiração quando lhe expliquei que o Pessoa tinha a capacidade de escrever personalizando diferentes perfis de individuos.
E foi assim! Com a minha explicação, parece que tudo ficou claro quanto ao meu passaporte e depois de me despedir de todos, lá vim contente e descansada ter com o resto do grupo para prosseguirmos viagem.


Chegando à montanha de Gunung Ledang, iniciámos a nossa caminhada.
Tivemos de levar tudo connosco, tendas e mantimentos porque no topo só nos esperava um espacinho no chão para montarmos arraial!

Mas com o calor que se fazia sentir, a humidade da floresta, a falta de um caminho definido (literalmente caminhávamos agarrando-nos a troncos e tentando encontrar lugares apropriados para colocar os pés), apercebemo-nos que o belo do passeio, além de belo ia ser um belo desafio também!
Mas não há dúvida que é uma experiência muito enriquecedora, (além de se perder uns quilinhos, logo repostos pelas noodles e pãorico transportado ás costas...ora bolas!) porque a vegetação é extremamente diferente e é possível ver diferentes espécies de árvores, fungos, ouvir pássaros e insectos que cantarolam sons incomuns e é também um teste à resistência física.
Demorámos 5horas a subir embrenhados em floresta pura, percorrremos 1200 metros mas quando chegámos e vimos a paisagem...NOSSA...soube mesmo bem!





Depois foi hora de montar as tendas e cozinhar umas noodles com vegetais (aqui ninguém passa fome, se não tiverem dinheiro para comer, vão até ao supermercado e por 1 euro compram 5 doses de massa já com temperos!)

Para finalizar e para quem for valente o suficiente para "testemunhar" esta subida connosco, fica aqui um vídeo da subida a Gunung Ledang!





Thank you Yasmine for this trip! ;))