segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cambodja!

No início de Fevereiro, aproveitámos a altura do Novo Ano Chinês para sair um pouco de Singapura e voar rumo ao Cambodja! Objectivo: Visitar os templos de Angkor Wat e conhecer um pouco da cultura do país.

2 horas de avião foi o que bastou para chegar ao Cambodja e ficarmos deslumbrados com a simpatia, comida, e abertura do povo local. 5 dias bastaram para ver tanto a capital (Phnom Pehn) como Siem Reap, a cidade onde estão situados grande parte dos templos do antigo império Khmer, os antepassados do povo do Cambodja. Ainda hoje eles intitulam-se como tendo nacionalidade Khmer, mas o império tal como é conhecido historicamente existiu desde meados do século IX até ao século XV, e chegou a estender-se também para o território actual da Tailândia, Laos, e sul do Vietname.

Mas iremos por partes, e vamos tentar blogar posts mais pequenos:

Primeiro dia: Chegámos ao aeroporto de Phnom Pehn, à entrada é preciso visto, e embora haja a opção de fazer este assim que se chegue, nós optámos por fazer pela internet, 5 dias antes e imprimimo-lo, assim não tivemos que esperar tanto tempo no aeroporto. Chegámos à noite e desde logo, ao apanhar um táxi até à cidade nos apercebemos de que as regras do trânsito aqui são outras: parar no sinal vermelho é algo raro (só mesmo quando há polícia por perto); ver carros de vez em quando em sentido contrário como se nada fosse é algo perfeitamente "aceite"; e ver 3 a 4 pessoas numa scooter sem que ninguém tenha capacete e com bebé ao colo e mulheres de saia sentadas de lado no selim, é aparentemente mesmo uma "regra local". Curiosamente não achámos o trânsito nada caótico, e os carros andam numa marcha bastante lenta, mesmo os taxistas, para o que estamos habituados tanto na Europa e até mesmo em Singapura.
Como acontece em alguns países asiáticos, utiliza-se a moeda local e o dólar Americano (com preferência óbvia para o último), pelo que alguns preços estão bastante inflacionados e prontos para agarrar o "próximo turista" desprevenido. Ainda assim, o povo é extremamente simpático e não achámos nada agressivo no sentido de tentar aproveitar-se de uma oportunidade fácil de negócio, como já vimos em outras paragens (como na Indonésia). Ficámos instalados mesmo no centro da cidade de Phnom Penh, à beira do rio Mekong, naquele que é um calçado bem grande, à beira-rio, bastante animado, com muitos restaurantes, pousadas, lojas de conveniência, bares, bancadas de livros (cópias aparentemente perfeitas) do Lonely Planet a começar nos 3 dólares e tuc-tucs. A zona talvez já esteja um pouco turística, mas é a Ásia (numa versão não muito caótica).
Aguardavam-nos 3 dias em cheio em Siem Reap, e por isso nessa noite que chegámos pouco mais fizémos do que jantar, e dar um pequeno passeio e prepararmo-nos para a viagem de 6/7 horas de autocarro da manhã seguinte até Siem Reap. Ficam aqui algumas poucas imagens do primeiro dia:


Já sentados para o jantar, um sumo de manga natural divinal, e experimentámos a cerveja local, bem mais barata do que em Singapura (mas a Sagres é bem melhor!)

Este prato (que haveríamos de repetir por muitas mais vezes durante a nossa estadia no país) chama-se "Amok" e é arroz com o caril do Cambodja - Imperdível se lá forem, peçam juntamente com "Morning Glory" (que são uns vegetais simples, mas divinais). O caril pode ser de Galinha, peixe ou carne de vaca e é fabuloso! Mais fotos da culinária local hão-de se seguir! Não nos preocupámos muito com a comida, e a verdade é que nada de dores de barriga. Apenas tivémos o cuidado de beber sempre água engarrafada. Mas iguarias mais "estranhas" estão para vir!

Vista da zona dos bares (bem maior e muito mais extensa do que a foto mostra), tirada do calçadão à beira do rio Mekong (de costas para).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cheirinho a Natal...

Singapura acorda 8 horas mais cedo que Portugal, e pelo que já nos parece, acorda também umas semanas mais cedo para o Natal! Ainda que não neve, não faça frio e não se ande de gorro e casaco, o que é certo é que um pouco por toda a cidade, já se sente um pouco o espírito.

Primeiro, ainda no outro fim-de-semana (quando não sabíamos o que fazer e resolvemos dar mais um saltinho a Kuala Lumpur), ficámos hipnotizados por uma pequena loja de Natal em plena Chinatown que vendia desde todo o tipo de enfeites de Natal, a postais da época e afins. Acabámos por ficar convencidos que já estávamos atrasados para montar a árvore de Natal e por isso resolvemos trazer uma pequenina da Malásia! Depois, Singapura: Orchard. Obviamente a rua, as lojas, os centros comerciais já estão todos artilhados para a caça ao consumidor. Mas mesmo os cafés, ainda há pouco vindo de um, com as suas iguarias tipo "Pudim de chocolate de natal", ou a "casa de gengibre do Pai Natal", e a musiquinha de Natal ambiente, estilo "Let it snow, Let is snow" de Frank Sinatra :) Até apetecia sair do café, por uns momentos meter as luvas e esfregar as mãos do frio, sentir o ar condensado da boca a sair... mas, em Singapura o único frio que se sente é do ar condicionado dentro do café. Lá fora leva-se é com uma parede de bafo quente e no máximo ouve-se o assobio de um transeunte local (confuso se calhar) de uma música de natal.

Verdadeiramente diversa Singapura, celebra-se todas as festividades por uma população local, sejam à maneira Hindu, Muçulmana ou Budista,... e também à nossa maneira, claro está. E pelos vistos o Natal por cá vai ser longo... Já só faltam 5 semanitas! :)

MoonCakes



O Mid-Autmumn Festival (festival Meados de Outono) é uma das 4 festividades chinesas mais importantes que ocorrem anualmente e coincide com a altura do ano em que a Lua atinge a sua luminosidade máxima. De acordo com um livro chinês muito antigo que aborda os rituais e cerimónias chinesas, o Imperador Chinês deve oferecer sacrifícios ao Sol na Primavera e à Lua no Outono.

Durante este festival presta-se tributo à Lua e os Mooncakes (bolos da Lua) são vistos como uma iguaria indispensável nesta ocasião e são considerados uma oferenda importante para o Deus da Terra, Tu Ti Kung.

De acordo com a crença popular, o hábito de se comer Mooncakes começou na última Dinastia de Yuan. Nessa época, sobre a pressão da Regra Mongol, criou-se um plano para destronar os mongóis. A mensagem “ Revolução no 15to dia do 8vo mês lunar” foi inserida dentro dos Mooncakes e estes distribuídos pelas famílias chinesas. De acordo com a lenda, as pessoas responderam ao pedido e os chineses conseguiram expulsar os Mongóis da China e fundar a Dinastia Ming em 1368.

Os Mooncakes assumem um papel de tal modo preponderante neste festival, que em vez de Mid-Autumn Fest, há quem chame Mooncake Festival.

Os Mooncakes típicos são redondos ou quadrados, com 10cm de diâmetro e 4 a 5 cm de altura. Actualmente há vários tipos de conteúdo mas tipicamente contêm pasta de lótus e podem também conter no centro uma ou mais gemas de ovo de pato salgadas que representam a lua cheia. Tradicionalmente, estes bolos têm impresso caracteres chineses que significam ‘longevidade’ ou ‘harmonia’ além do nome da pastelaria e indicação da pasta dentro do bolo.

Apesar de serem um pequeno bolo, a pasta é tão concentrada e pesada, que é usual comer apenas uma pequena fatia acompanhando com chá chinês. É também tradição oferecer esta iguaria como presente entre familiares e clientes/fornecedores, fazendo com que o mercado de produção de Mooncakes seja dinâmico, em crescimento e cada vez mais criativo.

Durante esta época, decorrem imensas feiras só focadas em vendas de Mooncakes, e além dos mais típicos, é possível já encontrar com outro tipo de recheios, como de frutas, chocolate e amêndoa. Uma das ultimas versões, foi lançada pela Haagen-Daz que criou um mooncake de gelado!




Nós também fomos explorar uma destas férias de Mooncakes e apesar de termos provado amostras mesmo muito pequenas, por ser um bolo tão pesado, rapidamente sentimo-nos cheios!

Mas é uma iguaria a experimentar, pelo seu sabor peculiar, a sua aparência única e pela tradição chinesa ainda profundamente viva nos dias de hoje. O frenesim de compra e negociação de caixas de mooncakes e escolha da caixa mais bonita, glamorosa, criativa, faz parte de todo este ritual. Além dos mooncakes, é de denotar, que muitas marcas atraem clientela pelas caixas onde colocam os pequenos bolos apesar de os Singaporenses nunca desmenosprezarem o sabor !

Querem experimentar um também ? Venham até cá ! :)