domingo, 10 de abril de 2011

Cambodja - Viagem pelo Interior

No segundo dia no Cambodja aguardou-nos uma viagem de 5 a 6 horas até Siem Riep, a cidade dos templos Khmer. (É possível voar ou ir de barco também)

Iniciámos o dia com umas belas baguetes, influência da colonização Francesa (depois de tanto tempo em Singapura, o pão do Cambodja já nos parece uma maravilha do céu - apesar de incomparável ao português..).
Apanhámos o autocarro provavelmente com mais de 30 ou 40 anos (não admira só termos pago 5 USD), que vinha com alguns turistas, mas também bastantes locais, que viajavam para Siem Riep ou localidades entre as duas cidades.
A viagem, embora longa, foi excelente para ver o interior do país e as aldeias do Cambodja para além de termos tido o privilégio de ouvir musica cambojana e assistirmos ao Rambo na língua local. eheh

Foi interessante ver que a maioria das casas nas aldeias que se extendem ao longo da estrada são barracas de madeira improvisadas, que se erguem sobre altas estacas; a princípio pensávamos que seria por causa das chuvas. Mas durante a viagem, um rapaz do Cambodja meteu conversa connosco e ao perguntarmos-lhe sobre estas casas, ele respondeu que é por causa das térmitas. As estacas até podem ser feitas de madeira, mas segundo ele, estão sobre cimento (que podíamos ver), e alguns centímetros de altura bastam para impedir que as térmitas subam e estraguem a madeira. Quanto mais altas forem as estacas, mas "status" tem a casa e a família, encontrámos casas sobre estacas que facilmente chegavam aos 2/3 metros de altura.

Além disso, as casas são de madeira, por questões religiosas, visto que só os templos deverão ser feitos de Pedra, um material mais resistente e dispendioso (historicamente, já que actualmente as casas de madeira são mais dispendiosas que uma casa de cimento).

A viagem permitiu-nos ter uma ideia da vida pacífica mas esforçada que a população do interior do Cambodja tem.
As crianças brincam na rua, de pés descalços e com roupas com cores esbatidas. As famílias e vizinhos, conversam todos juntos,em círculos, numas espécies de cabanas que costumam haver em frente ás casas abrigados na sombra.
Vêem-se agricultores a tratar a terra,senhoras a pendurar a roupa no quintal das casas...casas muito simples, muitas delas ainda sem electricidade e com janelas sem vidros (obviamente!), apenas com portadas de madeira.
De vez em quando vê-se uma barraquinha que vende os bens essenciais como arroz, fruta, snacks e refrigerantes e garrafas de gasolina para as motas que vão passando e que são uma realidade crescente neste país.

Nesta altura do ano a paisagem é bastante agradável, com muito sol. Simplesmente não chove. O Cambodja tem cerca de 6 meses de chuva e 6 meses de sol, e nesta altura, só há sol. A juntar a isto a paisagem não tem muitas montanhas. É maioritariamente composta por planícies e por isso dá para ter uma vista que se estende até bem longe. De vez em quando dá para ver ao longe templos, cidades, e cemitérios coloridos.

Parámos pelo caminho, uma das quais ao pé de uma fábrica de criação de aranhas, tarântulas talvez, daquelas gordas e bem peludas :). Estas aranhas podem ter o tamanho quase de uma mão e são uma iguaria aqui. A população local usa estas e outros insectos, como baratas e frita-as. Deixamos algumas fotos da viagem e das iguarias :)







 












Logo nesta viagem começámos a aperceber-nos da simpatia deste país. As pessoas sorriem facilmente, respondem ao nosso aceno de mãos com vivacidade e espontaneidade. Os mais jovens metem conversa, querem saber de onde somos e praticar um pouco o seu inglês rudimentar.

Siem Reap já tem o feeling de uma cidade, e facilmente se sente o impacto do turismo visto que toda a cidade está em continua construção...construção de novos hotéis, urbanizações e infra-estruturas para satisfazer a procura turística.

É barato arranjar alojamento na cidade e na Rua principal encontram-se todo os tipos de restaurantes, que podem custar de 3usd a 20 usd e que podem oferecer uma refeição tipicamente cambodjiana ou uma perfeita pizza italiana/hamburger americano.







A deslocação pela cidade pode ser feita simplesmente a pé (não é assim tão grande) ou de Tuk Tuk, umas bicicletas/motas com um atrelado para 2 a 4 pessoas se sentarem e que por 1/2 usd fazem qualquer rota de 10 a 20min.

Ao chegarmos a Siem Riep aguardava-nos um guia. Fizemos questão de contratar um guia certificado  porque para estes casos onde se visitam templos como Angkor Wat, sabemos que vale a pena. Ter um bom guia pode fazer a diferença entre apenas ver os templos ou ter uma experiência mais profunda, conhecer a história, os costumes. Além disso é um completo descanso, porque o guia tem o seu próprio transporte, leva-nos aos lugares a visitar e nós só temos que absorver o que partilha connosco e tirar as fotos para mais tarde recordar!

Ainda tendo chegado no inicio da tarde, foi possível rumar até ao Parque de Angkor Wat (onde se encontram os templos)  e ver o Pôr-de-Sol num dos templos. É bonito, místico mas apercebemo-nos que outras centenas de turistas se lembraram de fazer o mesmo :)


Uma boa dica, se entrarem no Angkor Park depois das 17h podem comprar um bilhete de um dia que será válido para esse final de tarde e para o dia seguinte. Geralmente as pessoas pensam que só poderão comprar no próprio dia!

Mas deixaremos as nossas impressões sobre os templos para um próximo post. Por agora ficam aqui mais algumas imagens.





domingo, 20 de março de 2011

Primeiras visitas em Singapura!

Demorou algum tempo, mas oficialmente recebemos as 1ras visitas de Portugal!

As “felizardas” foram duas amigas de infância da Inês, a Ana e a Raquel.

(em nossa casa após a longa viagem!)

Vieram na que consideramos a época ideal do ano para se visitar Singapura (Fev/Março), porque é possível ver as decorações e festividades do Ano Novo Chinês, o tempo está quente (contrariamente na Europa) mas relativamente ameno (comparativamente as temperaturas elevadas de Agosto) e é óptimo para viajar nos países vizinhos porque é fora da época da Moonsoon (cheias).

Além disso os voos são geralmente mais baratos.
Com duas semanas em Singapura é possível além da cidade, visitar mais 2ou3 destinos. No caso da Raquel e da Ana, optaram por ir até Bali 4 dias e depois a Phuket também 4 dias. E os restantes passaram-nos a explorar Singapura.
Sobretudo se se puder marcar viagens em dias de semana e com alguma antecedência (3 meses é o ideal), consegue-se voos para Kuala Lumpur/ilhas na Malásia por 30 euros, Phuket/Bangkok por 60 euros, para Bali por 75 euros e para o Vietname/Cambodja por volta de 100 euros.

Em Singapura assumimos o papel de guias e visitámos vários locais tais como:

* Marina Bay e o símbolo de Singapura, o Merlion




* China Town (templos, muitas lojinhas e sente-se a vivência/vibração da cultura chinesa)



(Raquel a pedir um desejo)


(Decorações do Ano Novo Chinês)



* Orchard Road(A Avenida com 21 shopping malls! Difícil de acreditar, mas absolutamente verdade!)

* Little India (Bairro Indiano, cheio de saris, bangels, bindis, fruta e templos indianos claro!)

(Curiosos a ver os artigos de uma colorida loja Indiana)



(Uma foto com um Indiano que lhes pediu se podia tirar uma foto com elas!)



* Arab Street (Um pequeno bairro onde o álcool é totalmente proibido mas onde se pode relaxar numa das esplanadas a beber um chá e a fumar xixa)

(Encontrámos uns noivos pelo caminho a tirar fotos para depois as exporem no seu casamento)


* Swiss Hotel (no 70mo andar, há um excelente bar para tomar um copo após o trabalho e desfrutar da excelente vista de Singapura ao som de boa musica)

Elas foram também (enquanto nós trabalhávamos!) ao:

* Zoo (reconhecido como um dos Zoos mais interessantes mundialmente pela praticamente inexistência de jaulas, tentando recriar um ambiente o mais natural possível aos animais)

(É possível estar bem perto dos animais!)

(Uma replica do Rei dos Frutos, o Durian! A Raquel confirma o seu pouco agradável cheiro...)



* Sentosa Island (Ilha de “Diversão” criada de raíz pelos Singaporenses e onde se encontra o Universal Studios, Praias, bares/discotecas, Casino , etc)
* Jardim Botânico (O “Central Park” de Singapura, super agradável para passear e onde se pode ver uma vasta exposição de orquídeas)
* Singapore Flyer (Uma roda gigante que proporciona uma vista da cidade)


Algo que também nos preocupámos, foi em proporcionar uma experiência gastronómica, porque Singapura é sem duvida um local para comer bem e barato!


Desde comida Singapurense, a comida Chinesa/Cantonesa, Tailandesa, Vietnamita, Indiana…acho que experimentaram um pouco de tudo. O pior foi o picante…muito comum em quase todas as comidas Asiáticas e difícil de evitar nesta zona do mundo…

Comida Cantonesa – Dim Sum (Pasteis cozidos a vapor)

Seafood Noodles típicas do Sudeste da China

É preciso comer com pauzinhos…

As “mistelas” indianas deliciosas…

Meninas, querem partilhar os vossos comentários sobre a viagem?
Cá vos esperamos de novo…

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cambodja!

No início de Fevereiro, aproveitámos a altura do Novo Ano Chinês para sair um pouco de Singapura e voar rumo ao Cambodja! Objectivo: Visitar os templos de Angkor Wat e conhecer um pouco da cultura do país.

2 horas de avião foi o que bastou para chegar ao Cambodja e ficarmos deslumbrados com a simpatia, comida, e abertura do povo local. 5 dias bastaram para ver tanto a capital (Phnom Pehn) como Siem Reap, a cidade onde estão situados grande parte dos templos do antigo império Khmer, os antepassados do povo do Cambodja. Ainda hoje eles intitulam-se como tendo nacionalidade Khmer, mas o império tal como é conhecido historicamente existiu desde meados do século IX até ao século XV, e chegou a estender-se também para o território actual da Tailândia, Laos, e sul do Vietname.

Mas iremos por partes, e vamos tentar blogar posts mais pequenos:

Primeiro dia: Chegámos ao aeroporto de Phnom Pehn, à entrada é preciso visto, e embora haja a opção de fazer este assim que se chegue, nós optámos por fazer pela internet, 5 dias antes e imprimimo-lo, assim não tivemos que esperar tanto tempo no aeroporto. Chegámos à noite e desde logo, ao apanhar um táxi até à cidade nos apercebemos de que as regras do trânsito aqui são outras: parar no sinal vermelho é algo raro (só mesmo quando há polícia por perto); ver carros de vez em quando em sentido contrário como se nada fosse é algo perfeitamente "aceite"; e ver 3 a 4 pessoas numa scooter sem que ninguém tenha capacete e com bebé ao colo e mulheres de saia sentadas de lado no selim, é aparentemente mesmo uma "regra local". Curiosamente não achámos o trânsito nada caótico, e os carros andam numa marcha bastante lenta, mesmo os taxistas, para o que estamos habituados tanto na Europa e até mesmo em Singapura.
Como acontece em alguns países asiáticos, utiliza-se a moeda local e o dólar Americano (com preferência óbvia para o último), pelo que alguns preços estão bastante inflacionados e prontos para agarrar o "próximo turista" desprevenido. Ainda assim, o povo é extremamente simpático e não achámos nada agressivo no sentido de tentar aproveitar-se de uma oportunidade fácil de negócio, como já vimos em outras paragens (como na Indonésia). Ficámos instalados mesmo no centro da cidade de Phnom Penh, à beira do rio Mekong, naquele que é um calçado bem grande, à beira-rio, bastante animado, com muitos restaurantes, pousadas, lojas de conveniência, bares, bancadas de livros (cópias aparentemente perfeitas) do Lonely Planet a começar nos 3 dólares e tuc-tucs. A zona talvez já esteja um pouco turística, mas é a Ásia (numa versão não muito caótica).
Aguardavam-nos 3 dias em cheio em Siem Reap, e por isso nessa noite que chegámos pouco mais fizémos do que jantar, e dar um pequeno passeio e prepararmo-nos para a viagem de 6/7 horas de autocarro da manhã seguinte até Siem Reap. Ficam aqui algumas poucas imagens do primeiro dia:


Já sentados para o jantar, um sumo de manga natural divinal, e experimentámos a cerveja local, bem mais barata do que em Singapura (mas a Sagres é bem melhor!)

Este prato (que haveríamos de repetir por muitas mais vezes durante a nossa estadia no país) chama-se "Amok" e é arroz com o caril do Cambodja - Imperdível se lá forem, peçam juntamente com "Morning Glory" (que são uns vegetais simples, mas divinais). O caril pode ser de Galinha, peixe ou carne de vaca e é fabuloso! Mais fotos da culinária local hão-de se seguir! Não nos preocupámos muito com a comida, e a verdade é que nada de dores de barriga. Apenas tivémos o cuidado de beber sempre água engarrafada. Mas iguarias mais "estranhas" estão para vir!

Vista da zona dos bares (bem maior e muito mais extensa do que a foto mostra), tirada do calçadão à beira do rio Mekong (de costas para).